Sociedade. Ah, a sociedade. Hipócrita toda vida. Cheia de opinião sobre tudo e sobre todos. Nada escapa aos seus olhos de águia e sua língua ferina. A última polêmica é sobre a autorização ou não de livros biográficos. Muitas divagações sobre Liberdade de expressão versus Invasão de Privacidade. Até um grupo foi formado para defender um dos pontos de vista. Mas... Isso é realmente importante?
Atores, músicos e artistas em geral lutam tanto para ser sucesso em suas profissões. Quando conseguem alcançar seu intento, não suportam a curiosidade dos fãs e as demonstrações de admiração. Paradoxo total. "Somos pessoas normais", "Tenho direito à minha privacidade", "Nada a declarar" são exemplos de frases, educadas, que eles usam para se manterem em seus pedestais.
Matérias tem saído na imprensa sobre a visão de cada um dos lados. Algumas são de uma estupidez imensa. E logo daqueles que são formadores de opinião. Biografias são formas literárias onde o trabalho e vida pessoal do artista é narrada em pormenores. Artistas que estão sempre na mídia, dando entrevistas e expondo sua vida pessoal e seus relacionamentos. Em um texto, que defendia a publicação de biografias, foi perguntado "o que artistas tem a esconder de tão grave assim?" Essa resposta desperta ainda mais curiosidade. Tamanha disposição para brigar deve mesmo ter algum fundamento além do simples, e constitucional, direito à privacidade.
Biografias sempre geram grande repercussão por conta do amor que fãs tem por seus ídolos e natural curiosidade pela vida alheia. Mas só são biografados pessoas que representem muito para a cultura ou determinado assunto. São pessoas que têm o que dizer e fizeram diferença em algum momento. A partir do momento em que decidem se tornar pessoas publicas, devem arcar com tudo, ônus e bônus, que advirem da concretização de seu objetivo. Lutar contra isso, só gera maior interesse e desconfiança sobre os fantasmas nos armários dessas pessoas.
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