Está escuro. Diante de mim, só alguns velhos troncos de
árvores também antigos. Posso ver que não fui só eu que me perdi por aqui.
Existem marcas humanas no corpo dessas plantas. Mas não fazem nenhum sentido.
São aleatórias demais. Penso em correr, mas u barulho me assusta e me mantenho
onde estou. Sinto frio e por isso acaricio meus braços. Talvez a pressão do
toque me esquente e faça meu corpo parar de tremer. Não funciona tal ação. Continuo a tremer. Mas talvez não
seja frio. Estar naquele local, naquela hora e sem companhia não é algo que
pessoas normais desejariam ou se submeteriam estar. Rá. Normal. Desde quando me
encaixo em tal qualificação. Minha mente sempre foi perturbada, segundo pessoas
que conviveram comigo. E isso nunca importou realmente. Nem sei por qual motivo
meu pensar caminhou para essa direção. O passado é passado e se eu não arranjar
um modo de sair dessa espécie de floresta, o presente não seria agradável e
talvez nem tivesse futuro. Um barulho ecoa pelo lugar e me faz saltar, assustado.
vejo um bicho voar incessantemente e reconheço que é uma coruja com seu piado.
Normalmente isso não me incomodaria, mas o local em que estava e estar sozinho
justificavam minha reação e o tremer das minhas pernas. Maldita hora que decidi
caminhar para conhecer esse lugar. Seria melhor se eu tivesse ficado no hotel,
com todas as mordomias que isso me daria. Mas burra e
impulsivamente, saí correndo por um lugar que não conhecia. E agora, como ir
embora? A luz se acendeu. Tudo foi apenas um devaneio meu. Estou assim, a me
perder dentro de mim...
Pensar... Verbo que eu conjugo com frequência. No passado, no presente e no futuro... É por pensar demais que fiz esse blog, onde quero escrever meus pensamentos tortos ou certos. Tendo a certeza de que é só uma das infinitas formas de perceber algum assunto. A minha forma de pensar. Simples ou complexo, todo texto é um simples pensar...
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Ler
Tenho tido algumas vontades ultimamente. Algumas coisas são bem pessoais e não interferem muito no viver de outras pessoas. Mas uma delas, gostaria de compartilhar: a vontade de ler cada vez mais.
Na sociedade atual, as pessoas não tem muita paciência para grandes leituras. Com exceção de livros da moda, pouco se lê. Isso talvez justifique um dos textos que postei aqui, já que as pessoas que não leem, não podem ter um bom vocabulário.
Se eu tivesse como ler todos os livros, jornais e revistas que tenho vontade, passaria o dia inteiro lendo. Seria muito bom ver as outras pessoas tendo essa vontade.
Mas não tem como isso acontecer em um país como o Brasil, onde a leitura e a educação não tem o devido valor, por um motivo bem mais complexo do que os desvios de verbas tão noticiados em jornais impressos ou virtuais.
Os brasileiros até que demonstraram disposição para modificar um pouco isso, saindo nas ruas reivindicando melhorias nessas áreas. Mas além disso, é preciso que as pessoas aprendam que é através da leitura e da boa educação - bases de uma coisa que não está sendo utilizada na sociedade atual: o diálogo desarmado - que conseguiremos modificar o mundo e manter esse processo até que se complete as mudanças.
Sonhos que motivam...

Sonhar é tão bom. Dá uma sensação de conforto e esperança. De viver uma vida melhor, ter uma casa melhor, um namoro melhor, um trabalho melhor, um carro melhor. Sonhar é bom, sim. Mas quando isso nos faz correr atrás desses desejos que surgem do nada e crescem na medida que concretizamos, motivando cada vez mais. Aí nascem novos e novos e novos sonhos. Esse é o único círculo vicioso que vale a pena viver. Porque é sonhando que vamos construindo aquele castelo lindo e confortável, a vida perfeitinha e a sensação de que estamos vivendo plenamente. Por isso, sonho bastante. De todo tipo. O maior deles é ver as pessoas sentindo a vida como eu sinto e sendo mais e mais generosas. Sem ter um porquê ou uma razão para justificar o atendimento a um pedido. Sabe aquilo de fazer e pronto? Bem isso. Algumas pessoas podem me dizer que isso é uma utopia, mas não é. Já conheci pessoas que são assim. Livres da necessidade de julgar o outro e que ajudam de verdade. Por uma única razão: ser uma pessoa boa. De verdade.
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| "O ideal seria ter o coração no crânio e o cérebro no peito. Assim, pensaríamos com amor e amaríamos com inteligência." |
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Liberdade de ser o que quiser...
Algumas semanas atrás, o Rio de Janeiro foi o assunto principal dos veículos de comunicação mundiais por conta da Jornada Mundial da Juventude e da presença do Papa Francisco no evento. O que se viu naqueles dias, todo mundo sabe e leu em jornais ou viram na TV. Mas existiram alguns contratempos que percebi através das redes sociais. O maior deles foi o que posso chamar de intolerância religiosa. Por isso, escreverei sobre isso.
O Brasil é um país laico, mas os brasileiros não sabem o que isso significa ou passam por cima disso quando se trata de religião. Laico quer dizer que todos os que nascem e vivem aqui no Brasil tem o direito de exercer sua livre expressão religiosa. Mas não é o que acontece na prática. Na época do evento, li muitos textos de pessoas contrárias a realização da Jornada, por esta se utilizar de verbas publicas para acontecer. A questão é válida, mas a ação se calcou na falta de tolerância com outras religiões.
A liberdade de ser de qualquer credo não é bem aceita nos dias de hoje e há uma clara divisão entre as pessoas e consequente formação de guetos, onde as pessoas devem se confinar para não ser duramente criticadas por 'adversários'. Os jovens são bem enfáticos na defesa de sua crença e muitas vezes passam dos limites para dar vazão a ela, falando em nome de Deus. E isso mostra que ainda somos bem imaturos para conviver com as diferenças.
Expressar no que se acredita hoje em dia é muito perigoso, já que as pessoas acham que a religião a que pertencem é a dona absoluta da verdade e esquecem que Deus é um só e que disse para amarmos uns aos outros como a nós mesmos.
Cada um tem direito de defender aquilo que acredita, mas tem como obrigação respeitar o outro para também ser respeitado. Afinal se uns tem direito de ser evangélico ou católico, outros tem direito a ser espiritas ou ateus ou candomblecistas ou umbandistas ou a qualquer outra religião existente. Isso é ser livre e para ser assim, é preciso que se respeite o que difere de nós.
sábado, 10 de agosto de 2013
Alguém me explica?
A frase que intitula o texto é uma pergunta que sempre me faço quando leio certas postagens que assolam o Facebook. É um tal de 'mim adiciona', 'seje homem' e outros erros ortográficos, regenciais e de concordância que fica difícil não ter uma baita vergonha. Alheia.
A situação está tão grave que universitários e até professores estão cometendo gafes quando escrevem algo e compartilham através de suas redes sociais.
Fico pensando se existe alguma explicação, além de uma certeza absoluta que a educação do brasileiro não está atingindo sua função primária. Como pode uma pessoa conseguir graduar-se em uma faculdade, se nem ao menos sabe escrever direito?
Quando era mais novo, eu me dispunha a ajudar as pessoas a aprenderem escrever corretamente. Mas desisti de tal intento. Como poderia ensinar ou corrigir um problema que vem do passado? Como lutar contra moinhos de vento, que disformam os alunos ao invés de formá-los corretamente? E, principalmente, como fazer isso sem parecer um babaca pretensioso?
Não sei responder a nenhuma dessas questões. Mas me dói mesmo ler tantos absurdos escritos por todo tipo de pessoa, desde simples estudantes a graduados responsáveis por educar os brasileiros.
Talvez quando eu obtiver essas respostas, consiga diminuir esse abismo abissal que prejudica a evolução socioeducativa de tantas pessoas. Alguém pode me explicar?
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Considerações Vitais...
Amar alguém...
Gostar de alguém...
Odiar alguém...
Esquecer alguém...
São tantas as possibilidades e formas de se reconhecer o amor!
Na maioria das vezes, uma história de amor obedece a um mesmo cronograma...
Poucas são as histórias de amor com final alternativo!
O primeiro item é a troca de olhares...
Depois o primeiro papo...
Que leva ao primeiro beijo...
E a uma linda e mágica noite de amor...
E aí está concretizado o encantamento inicial...
E tudo parece ser um conto de fadas!
O tempo passa...
E aí os defeitos começam a aparecer, como se eles não estivessem ali desde o principio...
Com a visão dos defeitos da outra pessoa, ocorre a quebra do cristal!
E começam as acusações mútuas, que vão minando a relação e conseqüentemente o amor...
Que se torna apenas um gostar...
Na insistência de salvar ou manter a relação sã, vão se aflorando ainda mais os conflitos...
Que muitas vezes poderiam ser resolvidos com diálogos francos, diretos e desarmados!
Depois de exposta a rachadura na estrutura do relacionamento, é comum que pipoquem ataques e visões dos erros do outro...
E esquecemos de ver nossos próprios erros!
Esquecemos que todos somos passiveis de qualidades e defeitos!
E que essa é a graça de se relacionar!
Mas aí pinta uma questão:
Por que os defeitos acabam ganhando maior destaque do que as qualidades, após algum tempo de convivência?
Isso é uma coisa a ser debatida, pois cada casal expõe variantes que levam a isso!
Talvez uma delas, senão a principal, seja a intolerância para com o outro!
Olha o ódio pintando!
Quem gosta de viver sendo criticado e magoado sistematicamente?
Sempre próximo ao amor, o ódio é mau conselheiro!
Odiar alguém nos faz mal!
Nos faz perder a racionalidade...
E lá vem mais ofensa e agressão!
Sejam elas físicas ou morais!
Por que é tão mais fácil visualizar os erros alheios?
Ainda encontro essa resposta...
Talvez seja porque é fisicamente impossível olhar o próprio rabo! (perdoe-me o termo...)
Talvez seja necessária uma mudança no esqueleto humano afim de que possamos fazer nossos pescoços girar a 360 graus, fazendo com que prestássemos maior atenção a nós mesmos e deixássemos o outro em paz!
Ou que algum político propusesse uma lei que daria a cada cidadão um espelho!
É! Um simples espelho!
Talvez assim as pessoas percebessem que, quando apontamos o dedo pra alguém, temos outros três apontados pra nós mesmos!
Talvez assim fosse mais fácil manter a convivência e evitar odiar alguém...
E fosse mais simples esquecer alguém...
Aí poderíamos entender que a vida é mais do que simplesmente olhar a vida do outro pra simplesmente criticar...
Poderíamos perceber o tamanho da beleza da vida!
Aprenderíamos a não superdimensionar ou hipervalorizar problemas, pessoas e situações que, com certeza, nos são propostos para serem resolvidos de forma simples, direta e racional!
Será uma utopia?
Será sonho de um poeta?
O tempo nos trará a resposta...
Quem viver, verá! E viverá!
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