Gostar de alguém...
Odiar alguém...
Esquecer alguém...
São tantas as possibilidades e formas de se reconhecer o amor!
Na maioria das vezes, uma história de amor obedece a um mesmo cronograma...
Poucas são as histórias de amor com final alternativo!
O primeiro item é a troca de olhares...
Depois o primeiro papo...
Que leva ao primeiro beijo...
E a uma linda e mágica noite de amor...
E aí está concretizado o encantamento inicial...
E tudo parece ser um conto de fadas!
O tempo passa...
E aí os defeitos começam a aparecer, como se eles não estivessem ali desde o principio...
Com a visão dos defeitos da outra pessoa, ocorre a quebra do cristal!
E começam as acusações mútuas, que vão minando a relação e conseqüentemente o amor...
Que se torna apenas um gostar...
Na insistência de salvar ou manter a relação sã, vão se aflorando ainda mais os conflitos...
Que muitas vezes poderiam ser resolvidos com diálogos francos, diretos e desarmados!
Depois de exposta a rachadura na estrutura do relacionamento, é comum que pipoquem ataques e visões dos erros do outro...
E esquecemos de ver nossos próprios erros!
Esquecemos que todos somos passiveis de qualidades e defeitos!
E que essa é a graça de se relacionar!
Mas aí pinta uma questão:
Por que os defeitos acabam ganhando maior destaque do que as qualidades, após algum tempo de convivência?
Isso é uma coisa a ser debatida, pois cada casal expõe variantes que levam a isso!
Talvez uma delas, senão a principal, seja a intolerância para com o outro!
Olha o ódio pintando!
Quem gosta de viver sendo criticado e magoado sistematicamente?
Sempre próximo ao amor, o ódio é mau conselheiro!
Odiar alguém nos faz mal!
Nos faz perder a racionalidade...
E lá vem mais ofensa e agressão!
Sejam elas físicas ou morais!
Por que é tão mais fácil visualizar os erros alheios?
Ainda encontro essa resposta...
Talvez seja porque é fisicamente impossível olhar o próprio rabo! (perdoe-me o termo...)
Talvez seja necessária uma mudança no esqueleto humano afim de que possamos fazer nossos pescoços girar a 360 graus, fazendo com que prestássemos maior atenção a nós mesmos e deixássemos o outro em paz!
Ou que algum político propusesse uma lei que daria a cada cidadão um espelho!
É! Um simples espelho!
Talvez assim as pessoas percebessem que, quando apontamos o dedo pra alguém, temos outros três apontados pra nós mesmos!
Talvez assim fosse mais fácil manter a convivência e evitar odiar alguém...
E fosse mais simples esquecer alguém...
Aí poderíamos entender que a vida é mais do que simplesmente olhar a vida do outro pra simplesmente criticar...
Poderíamos perceber o tamanho da beleza da vida!
Aprenderíamos a não superdimensionar ou hipervalorizar problemas, pessoas e situações que, com certeza, nos são propostos para serem resolvidos de forma simples, direta e racional!
Será uma utopia?
Será sonho de um poeta?
O tempo nos trará a resposta...
Quem viver, verá! E viverá!

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