Está escuro. Diante de mim, só alguns velhos troncos de
árvores também antigos. Posso ver que não fui só eu que me perdi por aqui.
Existem marcas humanas no corpo dessas plantas. Mas não fazem nenhum sentido.
São aleatórias demais. Penso em correr, mas u barulho me assusta e me mantenho
onde estou. Sinto frio e por isso acaricio meus braços. Talvez a pressão do
toque me esquente e faça meu corpo parar de tremer. Não funciona tal ação. Continuo a tremer. Mas talvez não
seja frio. Estar naquele local, naquela hora e sem companhia não é algo que
pessoas normais desejariam ou se submeteriam estar. Rá. Normal. Desde quando me
encaixo em tal qualificação. Minha mente sempre foi perturbada, segundo pessoas
que conviveram comigo. E isso nunca importou realmente. Nem sei por qual motivo
meu pensar caminhou para essa direção. O passado é passado e se eu não arranjar
um modo de sair dessa espécie de floresta, o presente não seria agradável e
talvez nem tivesse futuro. Um barulho ecoa pelo lugar e me faz saltar, assustado.
vejo um bicho voar incessantemente e reconheço que é uma coruja com seu piado.
Normalmente isso não me incomodaria, mas o local em que estava e estar sozinho
justificavam minha reação e o tremer das minhas pernas. Maldita hora que decidi
caminhar para conhecer esse lugar. Seria melhor se eu tivesse ficado no hotel,
com todas as mordomias que isso me daria. Mas burra e
impulsivamente, saí correndo por um lugar que não conhecia. E agora, como ir
embora? A luz se acendeu. Tudo foi apenas um devaneio meu. Estou assim, a me
perder dentro de mim...

Nenhum comentário:
Postar um comentário